SOLUÇÃO

Deteção de Incêndio

Comercialização, instalação e manutenção de sistemas de deteção de incêndio

Sistemas de Deteção de Incêndio 

A Póstis encontra-se certificada na ANEPC para a comercialização, instalação e manutenção de sistemas automáticos de deteção de incêndio (SADI). Os nossos técnicos são especializados em sistemas convencionais e analógicos/endereçáveis das mais diversas marcas do mercado.

 

Conceitos Básicos

Triângulo do Fogo

A perceção do triângulo de fogo é bastante importante para a análise das causas e soluções preventivas do mesmo, isto porque o fogo só acontece se houver uma combinação simultânea destes três fatores.

Calor

O calor é a energia inicial provoca este aumento da temperatura, originando o já referido, calor.

Combustível

O combustível pode ser constituído por sólidos, líquidos ou gasosos.

Comburente

Por último, mas não menos importante, o comburente é o oxigénio que alimenta a chama. Este só acontece quando o nível de oxigénio é superior a 13%.

Deteção de Incêndio – SADI

Os sistemas de deteção de incêndio existem para tentar evitar que o fogo se propague. Isto porque, para haver um incêndio, tudo começa com o aparecimento de fogo. Para isso são necessários três acontecimentos, também conhecidos pelo triângulo do fogo. São eles o calor, uma substância combustível e um comburente.

Bastante temido

Um incêndio é algo bastante temido pela grande maioria das pessoas, por ser destruidor, muitas vezes inesperado e bastante rápido a nível de propagação. Já para não falar dos estragos, dos prejuízos e da poluição causada. Para desenvolver mais este tema, é necessário perceber como e porquê se começa um incêndio.

Incêndio – Como se desenvolve o fogo?

A fim de evitar o incêndio, é essencial perceber como se desenvolve o fogo. Como já foi referido, basta juntar uma fonte de calor, que entre em contacto com um combustível e que junte ar puro, com mínimos de 13% de oxigénio. Caso isto aconteça, o fogo ocorre facilmente. Isto é bastante preocupante por ser bastante fácil de formar e muitas vezes muito complicado de apagar. Dito isto, é necessário perceber quais os tipos de propagação de calor.

Transferência de Calor – Como acontece?

Passagem de Calor 

A passagem de calor de um corpo para outro é conhecida pela transferência de calor. Essa transição é influenciada:

1- Pelo material combustível que está a receber calor, podendo variar do menos ao mais inflamável;

2- Pela capacidade desse mesmo material na retenção do calor, isto acelera ou atrasa a propagação do incêndio, de acordo com o tipo de material;

3- Pela distância existente entre a fonte principal do calor e o material combustível. Quando maior for a distância, menos calor é transmitido, logicamente. 

 
Três formas de transferência de calor
 
Três formas de transferência de calor
 

 

Na imagem ilustrativa à esquerda, é possível observar as três formas de transferência de calor existentes num incêndio.

Num incêndio são verificadas as três formas

Sabemos que num incêndio geralmente são verificadas as três formas de transmissão de calor. Porém, uma delas será a predominante, por ter sido a causadora do incêndio inicial ou mesmo por ser a mais devastadora na transmissão do calor para a alimentação das chamas.

Condução Térmica de calor

Condução

A condução acontece quando existe a transferência de calor diretamente pelo material que está a ser aquecido. O calor passa através das moléculas existentes, sem que estas sejam transportadas com o calor. Por exemplo, uma barra de metal quando é aquecida numa das suas extremidades, sofre a condução de calor da extremidade mais quente para a mais fria.

 
Coeficiente de condutividade térmica 

Sabemos que quando maior for o coeficiente de condutividade térmica de um material, mais facilmente este conduzirá o calor. 

Diferença de temperaturas

Também é importante referir que quanto maior for a diferença de temperatura entre as diferentes áreas, ou corpos, maior será a transferência de calor. 

Maior probabilidade de propagação

Por último, existe uma maior probabilidade de propagação do incêndio, quanto maior for o tempo de exposição dos materiais ao calor.

Conveção

A conveção é uma forma de transferência de calor que ocorre através de fluídos do estado líquido ou gasoso. Neste tipo de transmissão de calor, este passa diretamente através das moléculas do fluído. A conveção é composta por três processos diferenciados: 

  • A condução do calor
  • A diferença de densidade
  • A mudança de fase no estado físico
Moléculas aquecidas

Na conveção as moléculas ao serem aquecidas, misturam-se entre elas, o que torna o fluído menos denso, ou seja, mais leve. Isto faz com que as moléculas subam e distribuam o calor pelo ambiente, sendo este o movimento natural do fumo dos incêndios. 

Conveção Térmica de calor
Balanço térmico

O balanço térmico ocorre quando o ar aquecido sobe e o ar frio desce. É nessa separação de ares que se dá o fenómeno comum nos fogos.

Transferência de calor mediante o movimento

Dito isto, vemos que a conveção é a transferência de calor mediante o movimento de massa líquida ou gasosa, motivada pela desigualdade da consistência existente entre as moléculas quentes e frias. Isto faz com que as partículas quentes subam e as frias desçam.

Radiação Térmica

Na radiação térmica, a transferência de calor é dada através de ondas eletromagnéticas. Um bom exemplo para esta categoria de transferência de calor é o sol, uma vez que este aquece a terra independentemente da distância existente entre os dois.

Para que existam efeitos de radiação térmica é necessário que se verifique:

Radiação Térmica de calor
  • A fonte de calor esteja com uma temperatura elevada o suficiente, a fim de produzir um fluxo de calor considerável;
  • Os materiais que ainda não foram atingidos sejam capazes de absorver o calor;
  • Os materiais são capazes de reter o calor sem o desperdiçar em proporções semelhantes, para o meio ambiente.

Produtos existentes para prevenção e remediação

Vamos agora mostrar alguns dos produtos existentes para a prevenção e remediação de possíveis incêndios ou fogos, também conhecidos por sistemas de deteção de incêndio:

Sabemos que, segundo o artigo 117 do RT-SCIE é indicado que a configuração global de um SADI é assente nos seguintes equipamentos:

  • Botoneira de alarme manual;
  • Detetores de incêndio;
  • Centrais e quadros de sinalização e comando (CDI);
  • Sinalizadores de alarme restrito (besouros e/ou lâmpadas);
  • Difusores de alarme geral (sirenes e/ou lâmpadas rotativas;
  • Transmissores de alarme à distância (alerta);
  • Telefones para transmissão manual (ou verbal) do alarme; 
  • Dispositivos para comando de outros equipamentos e sistemas de segurança;
  • Baterias de socorro.

Regras de Aplicação em Periféricos

Botoneiras de alarme manual

Todas as botoneiras de alarme manual, que são uma ferramenta fundamental para a deteção de incêndio em qualquer que seja o sistema, deverão cumprir a EN54-11 de ação imediata e devem ser localizadas:

Botoneira de alarme manual
  • Em todas as saídas de andares e todas as saídas ao ar livre, independentemente de serem designadas saídas de fogo;
  • Ninguém deve deslocar-se mais de 45 metros para chegar a uma botoneira, a não ser que as saídas de emergência não estejam definida. Nessa situação, a distância em linha reta não deve ultrapassar os 30 metros;
  • As distâncias acima podem ser reduzidas a 25 e 16 metros respectivamente, caso haja pessoas com mobilidade limitada ou se houver a probabilidade de desenvolvimento de fogo rápido;
  • Em todas as áreas de elevado potencial risco de incêndio, como cozinhas, fábricas, etc.
  • Sempre que a evacuação faseada esteja prevista, as botoneiras terão de ser instaladas em todas as saídas, a partir de uma determinada zona;
  • 1.4 metros + ou – 200 milímeetros acima do piso;
  • Botoneiras equipadas por qualquer motivo com proteção de cobertura articulada, devem ser consideradas como uma variação.
Botoneiras de Alarma Manual - Aplicação

 

 

Botoneira de Alarme 

 

Caminho de deslocação máximo definido de 45 metros

Caminho de deslocação máximo de 30 metros definido

 

Escolha do Detetor Correto

Para receber os primeiros alertas de fogo, é necessário escolher o detetor correto, através da correta seleção do sensor para esta aplicação. Isto é essencial para evitar falsos alarmes.

Assim, é importante realizar a previsão do tipo de fogo que poderá ocorrer num determinado local, para ser possível a familiarização com os riscos que poderão originar os falsos alarmes.

Através de multi-sensores S-Quad, incorporados no sistema Vigilon, é possível realizar configurações para diferentes aplicações. Podem ainda ser alterados para diferentes estados de prevenção de riscos específicos, através da opção “ativar/desativar” do estado na programação da central de incêndio.

 

Sensores de temperatura em conformidade com BS EN54-5

A central de incêndios Vigilon com o sensor de temperatura S-Quad tem um número de “estados” pré-programados que são detalhados na EN54-5.

Cada um desses estados integra dois tipos de elementos sensoriais de calor, um de temperatura fixa e outro com uma taxa de variação térmica. Para evitar um falso alarme, estes elementos são compostos por uma gama de estados de aplicação específica, operando numa resposta muito rápida em caso de incêndio.

Segue um exemplo:

Na tabela sensorial de temperatura Quad S-Grade, o estado padrão é A1, estado 0, que possui um ponto fixo de temperatura operacional de 59.5 ºC + ou – 5.5 ºC, com uma taxa normal de variação de temperatura. Nesta tabela temos a lista completa de estados S-Quad:

Detetores Termovelocimétricos 

Espaçamento em teto plano horizontal

Detetores de fumo pontuais

Os sensores de fumo pontuais dividem-se em duas categorias principais, ótico ou iónico.

Em consequência das novas diretivas europeias para o armazenamento e transporte de fontes radioativas, os sensores iónicos estão a tornar-se menos usados sendo substituídos por multi-sensores que utilizam uma ou duas câmaras óticas combinadas com calor e/ou elementos de deteção de monóxido de carbono.

Desse modo é criado um conjunto de sensores que são adequados para a deteção de diferentes tipos de incêndios e ainda, capazes de ignorar os sinais que anteriormente levaram a falsos alarmes, tais como pó branco ou partículas de vapor.

A tabela ilustrativa que se segue, mostra os diferentes estados possíveis para os sensores de fumo.

 

Detetores de fumo pontuais - diferentes estados para os sensores de fumo
                              Detetores de Fumo – Espaçamento em teto plano horizontal
                          Detetores de fumo e temperatura – espaçamento em corredores
                                          Detetores de fumo em telhados inclinados 
                                             Instalação de detetores em áreas vazias

                            Podem ser aplicados em chão e teto falso, é aceitável em qualquer uma das posições.

                    Limites na colocação de detetores perto de obstáculos ou paredes
Limites na colocação de detetores perto de obstáculos ou paredes
Limites na colocação de detetores perto de obstáculos ou paredes 1
Limites na colocação de detetores perto de obstáculos ou paredes 2

PRINCIPAIS REFERÊNCIAS